2024/03/11

Prefácio à primeira edição de “Lógica matemática: introdução ao cálculo proposicional”.


Prefácio à primeira edição de “Lógica matemática: introdução ao cálculo proposicional”.

Curitiba: Carlos Magno Corrêa Dias, 1999.
ISBN 85-900661-3-4.


O posicionamento de tempos passa­dos, no que concerne às relações de impregnação mútua entre a Matemática e a Lógica, é uma das características a distinguir em inúmeros matemáti­cos e ló­gicos da atualidade. Felizmente, porém, a despeito dessa aparente não evolução e levando-se em conta que, em diversos aspectos, a Matemática não se reduza à Lógica (e vice-versa), se tem ins­taurado, em estudos admiráveis, a colabora­ção necessária entre essas duas Ciências.

Diversos estudiosos, não servindo-se de preconceitos e dogma­tismos estéreis, promulgam e defendem, nos tempos atuais, a necessidade de caracterizar que a Lógica torna-se, em determinadas instâncias, cada vez mais Matemática e, a Matemática, por sua parte, cada vez mais Lógica; não deixando, contudo, de observar que está última nunca será completamente Matemática e, nem tão pouco, a própria Matemática poderá ser reduzida à Lógica em sua plenitude.

Muitos são os pesquisadores que, direta ou indiretamente, têm di­re­cio­nado seus esforços no sentido de dissimular as barreiras ideológi­cas, diga-se, a bem da verdade, secionais, existentes entre a Matemá­tica e a Lógica. Todavia, independentemente de quaisquer estudos, deve-se ter sempre em mente que tornar preciso o conceito de demonstração é uma das tarefas particulares da Lógica Matemática, sendo a Lógica Matemática, em grande medida, responsável por investigar, em seus detalhes, a natureza das demonstrações matemáticas.

Por outro lado, deve-se atentar para o fato que tanto a Matemática quanto a Lógica tra­tam de rela­ções universais estabelecidas pela razão e não de realida­des particulares advindas do “mundo real”. Ambas as ciências não se pres­tam a afirmar ou a estudar, em seus uni­versos relacionais, pertinên­cias de caráter experimental, mas sim, ne­cessárias e for­mais, cujos sistemas axiomáticos são dotados, em grande parte, de uma im­preg­nação mútua entre estruturas simbólicas e formais.

Não se pretende, alerte-se de imediato, com tal delibe­ração, homolo­gar que a Matemática e a Ló­gica são “entidades” coincidentes. O que, por natu­ral consequên­cia, se­ria, na mais branda das observações, um absurdo. É lícito, todavia, conjeturar que a Matemática é condicio­nada pela Ló­gica; mas, tal condiciona­mento é interior em sua forma específica. Por outro prisma, a Ló­gica Formal, em essência, emerge de métodos ma­temáti­cos, em­bora na forma particu­lar dos mesmos.

Os estudos lógicos, mais do que quaisquer outros sentidos, constituem requisito fundamental para melhor se compreender a metodologia da Matemática enquanto tomada como ciência dedutiva. Assim, nesse contexto, pode-se também conceber a Lógica Matemática como sendo uma ciência aplicada ao estudo da prática dedutiva em Matemática. Vê-se, pois, que “a Lógica Matemática é mais uma ‘matemática’ da Lógica do que a ‘lógica’ da Matemática”. A Lógica Matemática, efetivamente, permeia “quase” todos os ramos da Matemática e de suas aplicações.

De qualquer forma, todavia, partindo-se do pressuposto que não é concebível, to­mando-se por base o atual estágio de desenvolvimento da Matemática e da Lógica (que se enriquecem constantemente), igno­rar a amálgama de concepções heterogêneas que con­duz, pelo cami­nho do sincretismo, a um núcleo, em parte, comum; o presente compêndio consiste de uma contribuição inicial ao estudo de determinados elementos constituintes da denominada Lógica Matemática.

Mas, ressalte-se, a seu tempo, que o presente trabalho não tem por finalidade abarcar todo o campo da Lógica Matemática. Seu caráter estritamente introdutório provê tão somente um estudo da parte mais elementar da Lógica Matemática; qual seja: daquela parte correspondente ao Cálculo Proposicional (ou Cálculo Sentencial, ou Cálculo dos Enunciados).

Constituiu objetivo fundamental desse estudo apresentar o conteúdo em referência da forma a mais simples e didática possível, uma vez que esse livro é também produto de uma vivência de ensino a partir da qual tornou-se possível detectar algumas dificuldades basilares com as quais se defrontam muitos dos educandos que se relacionam pela primeira vez com a Lógica Matemática. Se a obra encerra alguma pretensão não revelada, está não pode ser mais do que a pretensão de constituir uma experiência de iniciação, sem, entretanto, isentar, de todos os riscos teórico-didáticos que possam surgir em decorrência.

O conteúdo selecionado julga-se adequado para um primeiro contato com os elementos da Lógica Matemática quanto referenciados ao Cálculo Proposicional. A linguagem empregada, tanto quanto o tratamento dispensado a determinados assuntos e problemas, bem como, a maneira pela qual procurou-se articular cada um dos correspondentes capítulos evidenciarão o caráter de iniciação que orienta o desenvolvimento do assunto tratado.

Esse livro é uma introdução (compendiada) à Lógica Matemática que, por sua vez, vem tratar, especificamente, do Cálculo Proposicional e dirige-se aos leitores de cursos universitários das Ciências Exatas e de Tecnologia (particularmente dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia de Computação e Licenciatura em Matemática) onde seja ministrada a disciplina de Lógica Matemática. Contudo, pode servir de texto de iniciação à Lógica Matemática em quaisquer outros cursos na universidade (em especial no curso de Filosofia). Também, porém, pode ser lido e entendido (sem grande esforço) por todo aquele, seja universitário ou não, que esteja interessado em introduzir-se nessa matéria. Com a devida adequação e esmerado cuidado poderia, ainda, ser utilizado nos anos terminais do ensino secundário (conforme a experiência já demonstrou).

Foi procurado facilitar toda classe de considerações no desenvolvimento dos temas atinentes e na escolha dos exemplos apresentados. Com a intenção de auxiliar o leitor que não tenha uma (“boa”) base matemática nem tão pouco disponha de um professor que o oriente, o estilo do discurso adotado foi, intencionalmente, o informal. Contudo, ressalte-se, que o assunto, embora tratado na forma de iniciação, foi conduzido de forma suficientemente precisa com vistas a atender aqueles que pretendam seguir estudos mais aprofundados em Lógica Matemática. Acrescente-se, todavia, que em determinadas partes da obra alguns problemas foram tratados com grau de dificuldade um pouco maior que na maioria dos livros similares existentes.

Assim, o objetivo do livro, em essência, é introduzir, com desejável rigor e grau de aprofundamento, algumas das técnicas dedutivas do cálculo sentencial, partindo-se do estudo das proposições e dos elementos que sistematizam o raciocínio dedutivo comum em Matemática. São introduzidas, informalmente, por um lado, considerações sobre formalização, validade, interpretação, consequência, e, por outro, são precisadas e desenvolvidas considerações sobre notações, simbolismo lógico e não lógico, semântica e sintaxe da linguagem lógica.

Ao que concerne, entretanto à ordenação das matérias, cabe observar, em específico, que o livro foi estruturado em oito capítulos, sendo que o Capítulo I é dispensável quando se está interessado tão somente na sistematização do Cálculo Proposicional, uma vez que em tal capítulo (Escorço Histórico da Lógica Matemática) faz-se um breve relato da história da Lógica Matemática, partindo-se de Aristóteles até os dias atuais. São mencionados, resumidamente, autores e principais descobertas que, ao passar dos tempos, conduziram a reconhecer a Lógica Matemática enquanto uma ciência própria. Tomando-se por base a tríade evolutiva da Lógica, qual seja, a Lógica Antiga (em Aristóteles), a Lógica Medieval (na Es­co­lástica) e a Lógica Moderna (ou Formal), a obra em referência apre­senta, em sua constituição, um escorço histórico sobre o desenvolvi­mento da Lógica Matemática. Ressalte-se, porém, que na apresenta­ção de um tal resumo da evolução da Lógica não são consideradas minúcias de caráter técnico; pois que, pretende-se, tão somente, apresentar ao leitor o caminho se­guido pelo homem para atingir, a despeito das re­flexões dogmáticas de determinadas tendências, a fantástica e pode­rosa forma de raciocínio formal in­serida na Lógica Matemática.

Do Capítulo II ao VI encontram-se apresentados os elementos indispensáveis para que se possa obter uma ideia preliminar do que venha ser tratado em Lógica Matemática Proposicional, constituindo, portanto, o núcleo dessa obra. Pondere-se, a propósito, que dada as opções e condicionamentos envolvidos, os quais são traduzidos no nível de detalhamento dos tópicos abordados, não são discutidas, em profundidade, questões de ordem filosófica ou questões sobre fundamentos.

Dessa forma, no Capítulo II (Estruturação do Cálculo Proposicional) são levadas em consideração os conceitos fundamentais sobre a linguagem artificial da Lógica Sentencial, sobre Proposições, Conectivos Lógicos, Verdade e Validade, Fórmulas Proposicionais, Valores Lógicos, Operações Lógicas Fundamentais, Escopo e Pareação de Fórmulas Proposicionais; enfim, sobre os elementos necessários para se trabalhar a correspondente teoria.

No Capítulo III (Método das Tabelas-Verdade) efetua-se um estudo das Tabelas-Verdade, levando-se em conta os correspondentes métodos de implementação. São, também, consideradas as definições de Tautologias, Contradições e Contingências, as quais serão aplicadas ao exame das Relações Lógicas e dos Argumentos Dedutivos e Inferências.

No Capítulo IV (Relações Lógicas no Cálculo Proposicional) estão reunidos as definições de Relações de Equivalência e de Implicação Lógica, principais propriedades das Relações Lógicas e Teoremas Fundamentais (da Equivalência, da Implicação, da Substituição), bem como, considerações sobre as Operações Derivadas de Negação Conjunta e Negação Disjunta e suas relações com as Operações Lógicas Fundamentais.

No Capítulo V (Álgebra Proposicional) é dado um “tratamento algébrico” às Operações Lógicas onde são evidenciadas várias das propriedades das mesmas, são apresentados critérios de Simplificação de Fórmulas Proposicionais, sendo levado em conta critérios para a Redução do Número de Operadores. Também são analisadas as Formas Normais de uma Fórmula Proposicional e são discutidos o Princípio da Dualidade e o Problema de Post.

No Capítulo VI (Dedução no Cálculo Proposicional) são amplamente discutidas as técnicas dedutivas e se apresenta, de modo o mais rigoroso para o principiante, a noção de “dedução”. São estudados os Argumentos Válidos Fundamentais, as Regras de Inferência, os Critérios de Verificação da Validade de Argumentos Dedutivos, bem como alguns aspectos importantes das correspondentes demonstrações e suas implicações.

Já os Capítulos VII e VIII constituem capítulos complementares no sentido de motivar o leitor a prosseguir em estudos ulteriores. No Capítulo VII (Paradoxos e Antinomias) são apresentadas considerações sobre a importância do estudo dos Paradoxos e Antinomias no desenvolvimento tanto da Lógica quanto da Matemática; sendo examinados alguns dos Paradoxos e Antinomias, tanto lógicos quanto matemáticos, que maior influência exerceram. Nesse capítulo, embora sejam discutidos vários Paradoxos e Antinomias, dá-se especial atenção às Antinomias da Teoria dos Conjuntos.

Como última parte do livro tem-se o Capítulo VIII o qual apresenta um conjunto de Problemas de Raciocínio Lógico (de diferentes níveis de dificuldade e distintas naturezas) que são propostos ao leitor com o fim de testar e aplicar muitos dos conceitos exibidos ao longo da obra.

Pondere-se, também, que cada capítulo faz-se acompanhar de uma conjunto de exercícios (de distintos níveis de complexidade) através dos quais o iniciante poderá aplicar os conceitos lógicos estudados e melhor compreender a correspondente teoria desenvolvida.

Dadas, porém, as motivações imperiosas que conduziram à ela­bo­ra­ção do presente estudo, é necessário, por fim, ponderar que o mesmo não constitui uma obra “definitiva” no sentido estrito da palavra. Trata-se, em essência, de um ensaio centrado na premissa maior de apre­sentar a amálgama de elementos que constituem a denominada Lógica Ma­te­mática. Revele-se, contudo, que a presente obra será acompanhada por outras futuras, umas de caráter mais instrumental, outras de natureza mais filosófica, as quais poderão conter material mais elaborado e complexo. Fica aqui, de momento, entretanto, a esperança de que o presente livro seja de serventia para aquele que se inicia no estudo da Lógica Matemática.

Aos homens de discernimento que buscam as conver­gên­cias entre a Matemática e a Lógica, sem, no entanto, pretender fundir uma na outra, apresentam-se agradeci­mentos espe­ciais pela visão, coragem e consciência. Aos profes­sores e estu­diosos (quer sejam matemáticos ou não) que procuram, constantemente, viabilizar e divul­gar tanto a Matemática quanto a Lógica, apre­sentam-se sinceros agradecimentos pela dedicação, esforço e confiança.

Agradeço, também, aos meus pais José Waldetaro e Cirene Terezinha pelo constante incentivo ao estudo; externando, de forma geral, agradecimentos a todos que em nossas vi­das, de uma forma ou de ou­tra, direta ou indiretamente, de alguma forma, se empenham e torcem por nós.

Finalmente, exprimo minha gratidão à minha esposa Inês por toda a ajuda que, em maior ou menor grau, recebi na leitura das correspondentes provas; agradecendo, também, às graciosas e seguidas interrupções de minhas filhas Mariana Carolina e Juliana Cecília que se fizeram presentes durante todas as fases de elaboração desse trabalho.

Carlos Magno Corrêa Dias
Curitiba-PR, 01/11/1999

Resumo (Abstract) à segunda edição de “A lógica matemática enquanto agente transformador dos processos inferenciais em matemática superior”.


Resumo (Abstract) à segunda edição de “A lógica matemática enquanto agente transformador dos processos inferenciais em matemática superior”.

Curitiba: Carlos Magno Corrêa Dias, 1999.
ISBN 85-900661-2-6.


RESUMO

O presente estudo consiste de uma contribuição inicial ao repensar o ensino e a aprendizagem das estruturas lógico-formais relacionadas às Matemáticas (quanto à essência, ao formalismo, à axiomatização e à complexidade) a partir de uma fundamentação, a priori, estruturada em termos dos princípios norteadores da Lógica Matemática (ou Lógica Formal, ou Lógica Algorítmica).

O trabalho em questão pretende caracterizar, ou antes, determinar as diferenças existentes entre o nível de aproveitamento dos educandos que detêm conhecimentos iniciais (basilares) sobre Lógica Matemática (no que concerne aos fundamentos do Cálculo dos Enunciados ou Cálculo Proposicional) daqueles estudantes que (nos cursos universitários das Ciências Exatas e Tecnologia) não se relacionam com tal disciplina, no tocante à compreensão, à abstração e à manipulação do formalismo matemático associado aos processos inferenciais.

A pesquisa realizada apresenta, por outro lado, considerações sobre as vantagens existentes na utilização das leis lógico-formais (vinculadas ao Cálculo Sentencial, em Lógica Formal) no desempenho dos educandos que necessitam do formalismo, da simbolização e da axiomatização, em Matemática, para o devido desenvolvimento e promoção nos cursos das Ciências Exatas e de Tecnologia, principalmente no que diz respeito à dedução ou, em específico, ao processo inferencial.

Para efeito de qualificação e/ou apresentação deste trabalho, os correspondentes estudos foram desenvolvidos sobre testes de Capacitação Analítico-Dedutiva, de Capacitação Lógico-Inferencial e de Capacitação Numérico-Dedutiva; testes estes, aplicados sobre alunos dos cursos de Bacharelado em Matemática, Bacharelado em Ciências da Computação e Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e do curso de Bacharelado em Informática das Faculdades Positivo.

Em última instância, tomando-se por base as considerações estabelecidas no Referencial Teórico a respeito da Lógica Matemática, são apresentadas ponderações sobre a dimensão de dependência entre a Matemática e Lógica Matemática, no que diz respeito à necessidade dos pressupostos lógico-dedutivos para o efetivo desenvolvimento dos educandos dos cursos de Ciências Exatas e de Tecnologia em Matemática.


ABSTRACT

The present study is a starting contribution to the teaching and learning re-examination of formal systems related to Mathematics (concerning essence, formal aspects, axiomatization and complexity), from a foundation structured, a priori, in terms of the guiding principles of the Mathematical Logic (or Formal Languages or Arithmetical Languages).

This work intends to characterize - or rather, to determine the differences between the level of apprehension of students who already have fundamental knowledge of Mathematical Logic (concerning Propositional Calculus principles) and of those students (in courses of Exact Sciences and Technology) who never had the discipline afore mentioned in what to comprehension, abstraction and manipulation of mathematical formalism associated to rules of inference.

On the other hand, the research also shows some considerations about the existing advantages in the use of tautologies and syllogism for the performance of students who need formalism, symbolization and axiomatization in Mathematics for the due development and promotion.

Whith a view towards the qualification and the presentation of this work, the studies were developed based on tests of Ability in Deductive Analythic Thinking, Ability in Algorithmic Thinking and Deductive Thinking. Such tests were given to students of graduation students of the courses of Mathematics, Computer Science and Computer Engineering of the Catholic University of Parana (PUC) and to graduation students (B.S.) of the course of Informatics of Positivo Faculties.

Finally, taking into account the considerations settled on the Theoretical Referencial on Mathematical Logic, some reflections are sohwn concerning the necessity of logical requirements in order to achieve a complete development of the students of Exact Sciences and Tecnology courses.


Carlos Magno Corrêa Dias
Curitiba-PR, 19/02/1999

Prefácio à primeira edição de “Compêndios de matemática e lógica matemática: uma abordagem extemporânea”.


Prefácio à primeira edição de “Compêndios de matemática e lógica matemática: uma abordagem extemporânea”.

Curitiba: Carlos Magno Corrêa Dias, 1998.
ISBN 85-900661-1-8.


Ao percorrer os caminhos da história constata-se, não surpreendentemente, que o homem, ao longo de toda sua existência, sempre se preocupou em “criar” ou “usar”, de alguma forma, a Matemática. É razoável, então, su­por que “a Matemática é indispensável à prática do ser humano”. Evidências deste fato encontram-se disseminadas em diferentes atividades. A Matemática está presente em to­dos os momentos de nossas vidas. E a todo instante, consciente ou in­conscientemente, de forma elementar ou complexa, se “faz” Matemática ao se “utilizar” a Matemática, sendo que a “utilização” da Matemática promove, por sua vez, a “criação” de mais e mais Matemática.

Do pressuposto acima, decorre, portanto, como impor­tante e determinante conseqüência, que a quantidade de material sobre a Matemática atualmente existente é tão grande e a quantidade de interconexões é tão extensa que torna-se praticamente impossível a uma única pessoa (por mais “brilhante” que possa ser) adquirir e desenvolver o conhecimento inserido em todos os diferentes ramos da Matemática. Além do mais, a quem diga, que “todos nós somos (de certa forma) matemáticos” e que (em certa me­dida) “todos somos filósofos da Matemática” quando “usamos” e “fazemos” Matemática.

Porém, como não fosse suficiente o próprio e particular desenvolvimento da Matemática (que deu origem ao espetacular vo­lume de conhecimento acima referenciado), há algum tempo, para o descontentamento de alguns, a Lógica também veio permear os cami­nhos da evolução de uma tal Ciência, tornando o que era impossível a um único homem conhecer uma fonte inesgotável de conhecimento, muito mais abrangente, que promove estudos nas mais diversas direções.

Apesar, entretanto, de muitos pes­quisadores, no mundo inteiro, tentarem responder as inúmeras questões relacio­nadas à Matemática e à Lógica Matemática (bem como, àquelas que estabelecem convergências entre as duas Ciências), cada vez menos respostas definitivas e universais se vão apresentando. Quanto mais profunda é a análise estabelecida sobre os fun­damentos de tais Ciências, estranhamente, mais se retorna à superfície; experimentando-se, por sua vez, um certo desconforto e um sentimento de incapacidade. Parece, contudo, “impossível encontrar o fundamento último” das mesmas.

A Matemática (em particular) permeia cada uma das atividades humanas. Para sobressalto de muitos, a Matemática encon­tra-se infiltrada em todas as Ciências. Mas, como isso é possível? Quais são os objetos que a Matemática trata que lhe permite penetrar nas outras Ciências? Quais são os fundamentos da Matemática? Qual é a significação em Matemática? Qual é o propósito último da Matemática? Em Matemática como são criados os seus elementos? Têm estes elementos uma existência a priori ou a posteriori? Qual é a filosofia da Matemática? Existe, efetivamente, uma única filosofia da Matemática? Quando se faz filosofia em Mate­mática? Existe uma única Mate­mática, ou, em verdade, tem-se várias Matemáticas? Onde começa e termina a Matemática? Os objetos e as estruturas da Matemática têm uma única existência? A Matemática é construção? É intuição? Será apenas formal? É lógica a Matemática? O que garante a independência da Matemática, ou melhor, em que sentido? Que Lógicas podem ser aplicadas à Matemática? A Matemática possui uma única forma lógica? Quem é matemático e quem não o é? Quando se faz Matemática? Por que se faz Matemática? Como é possível abrigar a Matemática Pura e a Matemática Aplicada sob um mesmo teto filosófico?

Mas, por outro lado, o que significa Lógica Matemática? Quando e por que surgiu? A Lógica Matemática tem objeto de estudo? Em que medida a Matemá­tica e a Lógica Matemática podem ser distinguidas? Uma está mergu­lhada na outra e vice-versa? O que remete, propriamente, à Matemá­tica e à Lógica Matemática? A Matemática e a Lógica Matemática poderiam ser apli­cadas ao mundo sensível? Que relações existem entre a Matemática, a Lógica Matemática e as outras ciências? Que importância a Lógica Matemática apresenta para o desenvolvimento da humanidade? O desenvolvimento tecnológico atual seria atingido sem a Lógica Matemática? Quando começa e quando termina a Lógica Matemática? O que dá “matematicidade” à Lógica e o que confere “lógica” à Matemática?

Estas são, pois, apenas algumas das inúmeras questões que poderiam ser levantadas e que, apesar dos constantes e múltiplos esfor­ços (tanto de matemáticos, como de lógicos), ainda não têm respostas definitivas, pelo menos respostas universais e inquestionáveis (respostas finais). Diga-se que algumas das respostas colhidas ao longo do passar dos tempos serviram, em muito, para instituir (simplesmente) escolas particulares (dirigidas por posições unilaterais) sobre os fundamentos da Matemática (e, por sua vez, da Lógica Matemática), as quais ao arregimentar adeptos defensores de uma ou de outra destas tendências promovem a confrontação (não produtiva) e não a universalização de posicionamentos.

Muito embora o conjunto das referidas questões permi­tam abrir um leque ontológico diversificado, não se pretende, neste trabalho, res­ponder ou perspectivar respostas a quaisquer das questões acima ou outras que delas possam ser derivadas. Não se pretende, em particular, nem ao me­nos, discutir ou analisar tais questões e suas consequências no âmbito da evolução tanto da Matemática quanto da Lógica Matemática. O que se objetiva, em verdade, é documentar, a partir da exposição de textos diversos (selecionados por razões internas), algumas ideias particulares relacionadas com parte das questões em pauta, as quais, ressalte-se, fo­ram defendidas (pelo autor) anteriormente em dissertação de mes­trado, em cursos (de atualização, de extensão universitária e de pós-graduação) e em palestras ou sob a forma de artigos publicados em determinadas revistas de divulgação.

O material apresentado não é, contudo, uma defesa de tese inovadora ou revolucionária. O livro, embora contenha alguma discussão sistematizada sobre determinados tópicos selecionados, não pretende ser uma compreensão, mas, antes, uma impressão sobre tais assuntos. Não se trata, em sentido estrito, de um livro de Matemática ou de Lógica Mate­mática (mesmo que em certos capítulos em muito se assemelhe). É um livro que apresenta ponderações sobre determinados tópicos de Matemá­tica e de Lógica Matemática sem a preocupação sistêmica de se seguir uma sequência rígida de exposição ou de encadeamento dos temas tratados. Necessariamente, os assuntos abor­dados não estão concatenados como é corrente apresentar nos livros de Matemática e de Ló­gica Matemática (característicos).

Guiada pela filosofia (ou pelas “filosofias”) e pela substância da Matemática (e, de resto, da Lógica Matemática) a exposição levada a cabo, como o título da obra estabelece, constitui uma apresentação de tópicos compendiados sobre Matemática e Lógica Matemática desen­volvidos sem quaisquer preocupações com o que é próprio do tempo em que sucede ou se faz. São prolegômenos a respeito de certas particularidades sobre a Matemática e a Lógica Matemática, desenvolvidos de forma extemporânea.

Não é um livro de história da Lógica Matemática ou de Filosofia da Matemática; contudo, aborda a evolução histórica da Ló­gica Matemática e expõe as principais concepções filosóficas da Ma­temática. Não é um livro sobre os fundamentos da Matemática, todavia questões relacionadas com tais fundamentos permeiam toda a obra. Não é um estudo sobre as contradições, mas evidencia questões relaci­onadas com Antinomias e Paradoxos semânticos e lógicos. Não é um li­vro sobre a Teoria dos Conjuntos, entretanto, analisa pontos relevantes da Relação de Dominação e de Equipotência entre conjuntos, bem como, os teoremas de Cantor e de Schröder-Bernstein. Não é um livro sobre a verdade formal, entretanto, a ver­dade matemática e a verdade lógica são observadas. Não corresponde ao estudo sistemático do Cálculo Lógico, porém desenvolve, resumi­damente, o Cálculo Sentencial em Lógica Matemática. Não constitui o todo da Teoria da Argumentação e da Análise Inferencial, todavia apresenta e explora algumas das técnicas de avaliação de argumentos dedutivos.

Também, não se trata de uma abordagem sistematizada sobre a Silogística de Aristóteles, mas traz uma introdução à Lógica dos Enunciados Categóricos associados à Lógica de Primeira Ordem. Não é um estudo pormenorizado sobre a meto­dologia do ensino-aprendizagem da Matemática, mas insere as linhas gerais de uma pro­posta metodológica. Não institui o estudo pleno da Matemática de Comutação, entretanto aborda questões relacionadas com a Álgebra de Boole e a Lógica Digital. Não apresenta as bases da Matemática Computacional, porém explora a utilização de Software Algébrico na edição de gráficos ma­temáticos. Não analisa a Teoria dos Números, todavia apresenta uma introdução aos Sistemas de Numeração. É, pois, uma abordagem extemporânea sobre assuntos relacionados com Matemática e Lógica Matemática desenvol­vidos de forma compendiada.

Como já observado, o material deste livro foi extra­ído, em boa parte, de estudos anteriormente publicados e/ou de palestras e cursos ministrados. Porém, a exposição, dos correspondentes trabalhos, que nesta oportunidade se apresenta, é caracterizada por conter pequenas alterações em relação aos originais; alterações estas, observe-se, instituídas mais na forma do que no conteúdo. As modificações processadas, admita-se, também, foram julgadas necessárias para se obter uma melhor adequação à forma de um livro. Entretanto, nas Referências Bi­bliográficas, encontram-se listados alguns dos corres­pondentes trabalhos que serviram de base ao presente estudo.

Embora, em certo sentido, não se teve preocupação al­guma com a sequência de apresentação dos textos que compõem este livro, observe-se que a maioria dos mesmos pode ser lida independentemente uns dos outros sem, contudo, comprometer a devida compreensão. Por outro lado, enfatize-se que o livro é destinado a to­dos que, em certa medida, se interessam por assuntos relacio­nados à Matemática e à Lógica Matemática. Na maior parte dos temas tratados não se faz necessário, por parte do leitor, um profundo conhe­cimento de Matemática e de Lógica Matemática; embora, capítulos existam que exigirão um prévio conhecimento dos assuntos abordados. Parte-se, então, do pressuposto que o leitor deste livro será aquele que, de alguma forma, ou por algum motivo, “usa” ou “faz” Matemática e Lógica Matemá­tica e tem, possivelmente, algum conhecimento em tais Ciências.

Mas, consciente ou inconscientemente, acredita-se que, por um lado, “todos nós somos matemáticos” e que muitos de nós (não todos) so­mos lógicos; e, por outro, de certa forma, que “todos nós somos filósofos da Ma­temática” e da Lógica Matemática quando trabalhamos com os seus respectivos elementos. Muitos, entretanto, de forma ordinária (não profissional), outros (poucos) de forma profissional. Assim, por exemplo, quando inferimos (deduzimos) que “Manoel é mais baixo que Pedro” de “Manoel é mais baixo que Fran­cisco” e “Francisco é mais baixo que Pedro”, estamos fazendo Lógica Matemática (ao nível sentencial). Porém, quando, por exemplo, fazemos um troco, determinamos a área de uma superfície ou calculamos quantos litros de combustível nosso carro consome por quilometro rodado, estamos fazendo Ma­temática.

Quando, entretanto, pensamos que a Matemática se re­duz à Lógica (tentando ingenuamente construir uma Lógica e, então derivar a Matemática) nos aliamos ao Logicismo. Quando, radical­mente, consideramos a Matemática como a Ciência que tem por objeto a construtibilidade, sendo a Matemática a Ciência dos processos construtivos, esta­mos aceitando o Intuicionismo. Pensando, presunçosamente, a Mate­mática como a Ciência cuja única restrição é a inexistência de contradi­ções e que é construída de forma autônoma como um cálculo sem exi­gir interpretação alguma (como um jogo formal), estamos admitindo o Formalismo.

Em quais­quer dos casos acima evidenciados (e em outros tantos) estamos pretendendo (mesmo que, talvez, não saibamos) ser “filósofos da Matemática”. Pois, é, em verdade, de todo impossível “pensar” a Ma­temática sem ter por base uma concepção filosófica sobre a Matemá­tica. Quando se “faz” e “usa” Matemática tem-se subjacente uma concepção filosófica da mesma. É o que a Matemática nos exige. Contudo, quando é que se “pensa” a Matemática? Usando-a? Fa­zendo Matemática?

E, por outro lado, o que se dizer sobre a filosofia da Lógica Matemática? O que distingue um “lógico matemático” de um “lógico não-matemático”? Até que ponto se pode, em sentido estrito, “acreditar” em uma “Lógica Não-Clássica”? Uma “Lógica Não-Clássica” é, efeti­vamente, Lógica ou é uma outra Ciência? A Identidade, a Não-Con­tradição e o Terceiro Excluído alicerçam a Lógica Matemática e a pró­pria Matemática? É possível defender, absolutamente, outra Lógica que não seja a Clássica? Outra Lógica que não dependa, que não tenha sua origem, na Lógica Clássica? Estas questões (e inúmeras outras de­las derivadas) habitam a filosofia da Lógica, levando todo aquele que trabalha com os correspondentes elementos a adotar, necessariamente, uma ou outra posição. É, por sua vez, o preço que a Filosofia nos cobra.

Todavia, quando nos são apresentadas as questões inse­ridas no prólogo deste livro, percebemos, de imediato, com certa in­quietação, que não sabemos como respondê-las, pelo menos de forma definitiva. Qualquer que sejam as respostas, sempre haverá divergência de opiniões; e, até mesmo, as perguntas que lhe deram origem serão alvo de controvérsias. Mais uma vez, então, ressalte-se que este livro não pretende estabelecer critérios para avaliar diferentes “opiniões” ou instituir regras para atacar ou defender os diferentes posicionamentos sobre assuntos relacionados com a Matemática e a Lógica Matemática. Trata-se, em intenção, de uma exposição (em determinado sentido) assistemática sobre a experiência e a “crença” interna de um professor de Matemática que utiliza a Lógica Matemática; onde o correspondente posicionamento não é apre­sentado de forma explícita, mas, certamente, encontra-se inserido nas entre linhas dos respectivos textos.

As ideias disseminadas ao longo desta obra, por certo, agradarão a muitos; contudo, inevitavelmente, outros tantos tenderão a discordar das mesmas. Felizmente. Porquanto, longe de pretender satisfazer com as ideias aqui expostas todos aqueles que tenham acesso ao presente trabalho, deseja-se mais perspectivar o possível questionamento. É necessária a comparação das ideias para se chegar à verdade, mesmo que, em princípio, “a verdade última dos fatos jamais seja atingida”. Mas, por outro lado, talvez, seja por este mesmo motivo que nos é possibilitado “fazer” Ci­ência.

Geral­mente os livros de Matemática ou de Lógica Matemática trazem em seu conjunto a ousada pretensão de “ensinar” as correspondentes teorias. Contudo, como este trabalho (em sua particular concepção) não é um livro de Matemática e de Lógica Matemática (nos moldes do padrão convencionado, no sentido usual), tem-se, ao contrário, simplesmente, a intenção de expor alguns pontos que poderão, por sua vez, motivar o leitor, a seu tempo, tanto a desenvolver algumas reflexões pertinentes, quanto a balizar seu caminho intelectual no sentido de buscar aprofundamentos que julgue necessário ao desenvolvimento de seus respectivos estudos.

Assim, para além de lugares comuns e de posições preconcebidas, espera-se que as páginas a seguir apresentadas possam apontar alguma perspectiva de orientação.

Carlos Magno Corrêa Dias
Curitiba-PR, 01/08/1998

Resumo (Abstract) à primeira edição de “A lógica matemática enquanto agente transformador dos processos inferenciais em matemática superior”.


Resumo (Abstract) à primeira edição de “A lógica matemática enquanto agente transformador dos processos inferenciais em matemática superior”.

Curitiba: Carlos Magno Corrêa Dias, 1993.
Sem ISBN.


RESUMO

O presente estudo consiste de uma contribuição inicial ao repensar o ensino e a aprendizagem das estruturas lógico-formais relacionadas às Matemáticas (quanto à essência, ao formalismo, à axiomatização e à complexidade) a partir de uma fundamentação, a priori, estruturada em termos dos princípios norteadores da Lógica Matemática (ou Lógica Formal, ou Lógica Algorítmica).

O trabalho em questão pretende caracterizar, ou antes, determinar as diferenças existentes entre o nível de aproveitamento dos educandos que detêm conhecimentos iniciais (basilares) sobre Lógica Matemática (no que concerne aos fundamentos do Cálculo dos Enunciados ou Cálculo Proposicional) daqueles estudantes que (nos cursos universitários das Ciências Exatas e Tecnologia) não se relacionam com tal disciplina, no tocante à compreensão, à abstração e à manipulação do formalismo matemático associado aos processos inferenciais.

A pesquisa realizada apresenta, por outro lado, considerações sobre as vantagens existentes na utilização das leis lógico-formais (vinculadas ao Cálculo Sentencial, em Lógica Formal) no desempenho dos educandos que necessitam do formalismo, da simbolização e da axiomatização, em Matemática, para o devido desenvolvimento e promoção nos cursos das Ciências Exatas e de Tecnologia, principalmente no que diz respeito à dedução ou, em específico, ao processo inferencial.

Para efeito de qualificação e/ou apresentação deste trabalho, os correspondentes estudos foram desenvolvidos sobre testes de Capacitação Analítico-Dedutiva, de Capacitação Lógico-Inferencial e de Capacitação Numérico-Dedutiva; testes estes, aplicados sobre alunos dos cursos de Bacharelado em Matemática, Bacharelado em Ciências da Computação e Engenharia da Computação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e do curso de Bacharelado em Informática das Faculdades Positivo.

Em última instância, tomando-se por base as considerações estabelecidas no Referencial Teórico a respeito da Lógica Matemática, são apresentadas ponderações sobre a dimensão de dependência entre a Matemática e Lógica Matemática, no que diz respeito à necessidade dos pressupostos lógico-dedutivos para o efetivo desenvolvimento dos educandos dos cursos de Ciências Exatas e de Tecnologia em Matemática.


ABSTRACT

The present study is a starting contribution to the teaching and learning re-examination of formal systems related to Mathematics (concerning essence, formal aspects, axiomatization and complexity), from a foundation structured, a priori, in terms of the guiding principles of the Mathematical Logic (or Formal Languages or Arithmetical Languages).

This work intends to characterize - or rather, to determine the differences between the level of apprehension of students who already have fundamental knowledge of Mathematical Logic (concerning Propositional Calculus principles) and of those students (in courses of Exact Sciences and Technology) who never had the discipline afore mentioned in what to comprehension, abstraction and manipulation of mathematical formalism associated to rules of inference.

On the other hand, the research also shows some considerations about the existing advantages in the use of tautologies and syllogism for the performance of students who need formalism, symbolization and axiomatization in Mathematics for the due development and promotion.

Whith a view towards the qualification and the presentation of this work, the studies were developed based on tests of Ability in Deductive Analythic Thinking, Ability in Algorithmic Thinking and Deductive Thinking. Such tests were given to students of graduation students of the courses of Mathematics, Computer Science and Computer Engineering of the Catholic University of Parana (PUC) and to graduation students (B.S.) of the course of Informatics of Positivo Faculties.

Finally, taking into account the considerations settled on the Theoretical Referencial on Mathematical Logic, some reflections are sohwn concerning the necessity of logical requirements in order to achieve a complete development of the students of Exact Sciences and Tecnology courses.

Carlos Magno Corrêa Dias
Curitiba-PR, 13/10/1993

2024/02/29

Comparações auto infligidas gritam verdades.


Não existe esta de se comparar com outro alguém para se decidir o melhor entre possibilidades. Cada um deve, quando muito, se permitir ser comparado apenas consigo próprio a fim de verificar se melhorou (ou não) em relação a quem foi no passado de sua particular vida.

DIAS, C. M. C. - 2024

Carlos Magno Corrêa Dias
01/03/2024

2024/02/01

Subjugação obriga mudar conceito de loucura.


Os homens continuam construindo e jogando bombas nos próprios homens e o conceito de loucura não se altera mesmo diante de tamanha insanidade.

DIAS, C. M. C. - 2024

Carlos Magno Corrêa Dias
01/02/2024

2024/01/02

Necessária simbiose condicional.


O pensamento necessita ser regado com doses contínuas e constantes de conhecimento para se manter vivo.

DIAS, C. M. C. - 2024

Carlos Magno Corrêa Dias
02/01/2024

2023/12/01

Avançar da idade impõe sectária tautologia.


Quanto mais se envelhece mais se percebe quem não se deve ser em relação àquele que um dia já se foi.

DIAS, C. M. C. - 2023

Carlos Magno Corrêa Dias
01/12/2023

2023/11/01

Tautológica incondicionalidade modal.


A coerência não necessita flertar com quaisquer possibilidades condicionais para existir coesa e verdadeira.

DIAS, C. M. C. - 2023

Carlos Magno Corrêa Dias
01/11/2023

2023/10/01

ESG via ODS um caminho necessário a seguir.


Quanto mais próximos estiverem os ODS de ações de ESG tanto mais a Sustentabilidade e a Cidadania serão mais rápida e amplamente alcançadas.

DIAS, C. M. C. - 2023

Carlos Magno Corrêa Dias
01/10/2023

P.S.: Observe-se que: (1) ESG (“Environmental, Social, and Corporate Governance” - “Governança Ambiental, Social e Corporativa”. (2) ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da Agenda 2030 da ONU estabelecidos em 2015 para dar continuidade ao movimento global dos ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio), também da ONU.